terça-feira, 3 de abril de 2007

Política Atual


A atual crise política e institucional da Bolívia originou-se das mudanças de tributação sobre a exploração de petróleo e gás, hoje uma das principais riquezas do país.

Evo Morales, líder do Movimento Socialista e dos produtores de coca da região do Chapare, foi o primeiro indígena a ser eleito presidente da Bolívia com apoio do movimento de massas que anos antes derrubou dois presidentes — Lozada, em 2003, e Mesa, em 2005 —, exigindo a nacionalização do gás e do petróleo do país.

Desde sua campanha, ele já era pressionado pela Central Operária Boliviana, que, após sua posse, deu-lhe três meses para que implementasse novas políticas em relação à nacionalização do gás e do petróleo e, caso isso não ocorresse, iria recomeçar as mobilizações para pressioná-lo. A lei aprovada pelo congresso em maio de 2005 criou um novo imposto sobre as companhias de petróleo de 32%, além dos 18% já cobrados em forma de royalties (retribuição financeira paga mensalmente pelo franqueado ao franqueador pelo uso contínuo da marca). Mas o que os opositores (camponeses, indígenas e sindicalistas do país) queriam mesmo era a nacionalização do gás e o cancelamento dos contratos com as multinacionais, como a Petrobras, a Repsol (espanhola), a Total (francesa) e a British Gas (britânica), colocando-as sob o comando do Estado boliviano.

Os EUA não vêem com bons olhos o novo presidente boliviano e suas decisões político-sociais, visto que ele está cada vez mais próximo de Hugo Chaves e de Fidel Castro, ferrenhos opositores.

Esse fato se tornou mais visível quando, no sábado (29/04/06), no encontro entre Evo Morales e os presidentes de Cuba e Venezuela, foi assinado um pacto rejeitando o livre comércio com os EUA. Juntos, eles prometeram uma versão socialista do comércio e da cooperação regional.

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